COLEÇÃO DE ENIGMAS (Atualmente, com 22 enigmas)
Nota: aqui, você não encontrará as respostas de nenhum dos enigmas. Se você estiver interessado em receber a resposta de qualquer dos enigmas, envie uma mensagem para dasgata@atitu.de, mencionando o número do enigma, que eu devolvo com a resposta solicitada. Se você souber de algum enigma interessante e quiser compartilhá-lo, envie-me que eu o adiciono à coleção. Se alguém estiver curioso do motivo de eu mencionar tanto um personagem caipira, a razão é que eu sou um orgulhoso caipira do interior de São Paulo.
I - A Ovelha Negra da Família
Tem-se 12 moedas e uma balança.
A balança é do tipo de equilíbrio, com um prato de cada lado e uma haste central.
Onze moedas têm o mesmo peso enquanto uma delas tem peso diferente.
Não se sabe se a moeda com peso diferente é mais leve ou mais pesada.
Podem ser realizadas três pesagens.Como você efetuaria as três pesagens para descobrir:
a - qual moeda tem o peso diferente; e,
b - se a moeda com peso diferente é mais leve ou mais pesada que as demais ?II - André & Andréa - O Casal 20
Andréa tem a mesma idade que o André terá quando a Andréa tiver o dobro da idade que o André tinha quando a idade da Andréa era a metade da soma das idades atuais de ambos.
André tem a mesma idade que a Andréa tinha quando o André tinha a metade da idade que ele terá daqui a 10 anos.
Quais as idades do André e da Andréa?
III - As Bananas, o Beduíno e o Camelo
Uma plantação de bananas está localizada no meio do deserto. Seu proprietário, um beduíno muito esperto, colheu 3000 bananas. Ele precisa levá-las ao mercado que fica a 1000 km de distância, utilizando a única estrada que corta o deserto adentro. O proprietário tem um único camelo que pode transportar, no máximo, a qualquer tempo, 1000 bananas. O camelo, no entanto, precisa comer uma banana após cada quilômetro que ele andar. O proprietário não pode carregar nenhuma banana e ele não precisa retornar para a plantação, uma vez que tenha vendido suas bananas no mercado.
Qual é o maior número de bananas que o beduíno pôde colocar à venda no mercado?IV - A Saga - Os Fiscais Inocentes
Em um pequeno vilarejo, no meio do sertão da Bahia, três fiscais da Receita Federal inocentes estão presos em uma cela, acusados de raptarem o filho de um baiano sortudo que ganhou 65 milhões de reais na megasena. Repentinamente, o cruel delegado local, a mando do ACM, leva-os para fora e os coloca em uma posição tal que o prisioneiro “C”, um gaúcho arretado, pode ver os prisioneiros “A” e “B”, o prisioneiro “B”, um cearense porreta, pode ver apenas o prisioneiro “A” e o prisioneiro “A”, um caipira do interior paulista, não pode ver nenhum dos outros dois. O delegado mostra aos prisioneiros 5 chapéus, sendo 2 verdes e 3 vermelhos. Logo em seguida, ele venda os olhos dos três prisioneiros, coloca um chapéu na cabeça de cada um deles e, então, remove as vendas. O delegado diz aos três prisioneiros que se qualquer um deles for capaz de determinar a cor do seu respectivo chapéu dentro do próximo minuto, todos serão libertados; entretanto, se qualquer um deles der uma resposta errada ou se não forem capazes de responder à pergunta, todos serão fuzilados, após uma sessão de tortura comandada pelo próprio ACM. Nenhum dos prisioneiros pode ver o seu próprio chapéu e eles não podem conversar entre si. Todos os três sabem da peculiar posição em que cada um deles foi colocado pelo delegado e todos, obviamente, fiscais da Receita Federal, são deveras inteligentes. Nenhum deles é daltônico. Passados 59 segundos, o prisioneiro “A” grita, com seu famoso “r” torto, a cor correta do seu chapéu.
Qual é a cor do chapéu do prisioneiro “A” e como ele pôde sabê-lo?
V - A Saga - O Loch Ness do Sertão e o Diamante Inalcançável
Três auditores fiscais da Receita Federal, um gaúcho arretado, um cearense porreta, e um caipira do interior paulista, estavam andando pelo labiríntico sertão baiano, sob um sol forte, sem nenhuma brisa para aliviar, após terem conseguido se livrar de uma falsa acusação de rapto, quando, completamente perdidos e longe de qualquer civilização, avistaram alguns raros livros de legislação tributária - RIR/85 inclusive, uma bússola, um mapa, um galão de água potável, uma mochila, dois pacotes de miojo sabor legumes e, no meio disso tudo, o famoso diamante “Cesarion Conundrum” que Julius Caesar havia dado a Cleópatra em retribuição a alguns “pequenos favores” recebidos dela durante as festinhas promovidas pelo imperador. Este diamante, sonho irrealizado de todo e qualquer historiador e dos caçadores de relíquias do mundo, vem sendo procurado há mais de dois milênios e suas avaliações mais conservadoras iniciam-se na casa das centenas de milhões de dólares. Infelizmente, o diamante, assim como o resto da tralha, estava localizado no meio de uma pequena ilha que ficava no centro de um lago quadrado e de águas profundas. Felizmente, os três fiscais sabiam nadar. Infelizmente, uma placa pequena e de difícil leitura avisava, em letras deterioradas pelo tempo, que o lago não continha água mas sim algo como um “concentrado de solvente titânico, ... (ilegível), incrivelmente ácido”, aparentemente resultado de algumas pesquisas secretas conduzidas por ACM para dominar o mundo via guerra química.
Os lados do lago mediam 40 metros e a menor distância do centro de um lado até à ilha era de 19 metros, ou seja, a ilha, também quadrada, tinha lados que mediam 2 metros. Convenientemente, ao lado do lago, havia algumas pranchas de liga especial de titânio, muito leves porém extremamente fortes e resistentes, cada uma medindo 16 metros de comprimento por 30 centímetros de largura e 4 cm de espessura. Praguejando devido ao azar, os fiscais logo perceberam que elas eram um pouco menor que o necessário para chegar ao diamante. Se ao menos um deles tivesse um canivete suíço, uma cola super-bonder, um pedaço de corda, ou qualquer outra coisa útil assim, mas não, saíram do vilarejo, onde haviam escapado de um fuzilamento, de mãos completamente vazias, embora, na cabeça, cada um portasse um esquisito chapéu colorido.
Inteligentes que eram, logo encontraram uma brilhante solução. Juntaram todas as pranchas que havia ao redor e fizeram um contrapeso; colocaram-no na extremidade de uma outra prancha que estava deitada sobre o solo, perpendicular a um lado do lago, adentrando-o em pouco mais de três metros; assim, conseguiram diminuir a distância mínima de 19 para pouco menos de 16 metros. Usando uma última prancha, e com o cearense e o caipira sentados sobre o contrapeso, por segurança, o gaúcho conseguiu fazer uma ponte até a ilha onde estava o diamante. O gaúcho, então, por ser o mais leve dos três, deu início ao percurso até a ilha. Infelizmente, quando o gaúcho estava a meio caminho do diamante, uma enorme e temível cobra, a incomum “Anaconda Sertaneja”, saiu de trás de uma moita de cactos próxima e avançou em direção aos dois fiscais que estavam em terra firme e não houve outra solução senão os mesmos se levantarem e partirem para a contenda contra a feroz cobra. Como as pranchas de liga de titânio eram muito leves, o contrapeso logo cedeu e o gaúcho, junto com algumas pranchas que voaram pelos ares, foi parar dentro do lago, que o consumiu quase que instantaneamente, num trágico e indescritível destino. Após uma batalha longa e selvagem entre o cearense, o caipira e a cobra antropófaga, os dois atléticos fiscais, ilesos, conseguiram jogá-la ao lago, dando-lhe o destino merecido. Sem coragem para tentar novamente a mesma solução, ambos os fiscais abandonaram a idéia do contrapeso. Sem entender o motivo, pois tinham ficado totalmente entretidos durante a luta com a cobra, ambos os fiscais notaram que algumas pranchas haviam simplesmente desaparecido.
O cearense, então, teve uma outra idéia. Jogou duas pranchas no lago, notou que elas flutuaram e tentou usá-las como uma balsa, com um pé equilibrado no meio de cada uma delas e uma terceira servindo de remo e guia, sendo ajudado pelo caipira. No começo, tudo parecia estar indo bem porém, muito antes de chegar próximo à ilha, de repente, e em poucos segundos, as pranchas foram consumidas pelo líquido, pois se tratava de um solvente titânico de efeito retardado, e o cearense acabou também dentro do lago, em mais um funesto e aterrorizante porém rápido fim.
O caipira, sentindo-se desafiado pelo diamante por ter levado a vida dos seus nobres colegas, olhou ao redor, viu que ainda restava meia dúzia de pranchas intactas e matutou. Usando da peculiar capacidade cognitiva natural dos caipiras paulistas, em pouco tempo ele pegou o diamante, o resto da tralha, exceto os tíbios títulos tributários, e foi embora, tomando o rumo de casa, satisfeito por ter vingado o triste fim dos seus colegas e feliz por, finalmente, poder dar à sua amada esposa um presente que ela certamente iria gostar.
Como o caipira conseguiu pegar o diamante?
VI - A Travessia
Um caipira, pescador contumaz, está de um lado do rio com uma raposa, uma galinha e um saco de milho. Ele precisa levar esses três itens para o outro lado do rio, utilizando um pequeno bote a remo, que pode carregar, além do caipira, um único item por vez. Entretanto, se ele deixar a raposa sozinha com a galinha, a raposa come a galinha; se ele deixar a galinha sozinha com o milho, a galinha come o milho.
O caipira conseguiu transportar os três itens para o outro lado do rio ?
VII - A Saga - A Segunda Travessia
Em uma noite chuvosa, quatro auditores fiscais da Receita Federal, um mineiro observador, um carioca eschperto, um paraibano arguto e um caipira do interior paulista, estavam fugindo dos capangas do ACM, a pé, pelo exótico sertão baiano, porque parece que um deles havia sido acusado de ter descoberto e passado a mão no famoso diamante “Cesarion Conundrum”, a criptonita de toda a força de ACM no país. Durante a fuga, deram de cara com uma ponte velha e apodrecida.
A ponte podia suportar, no máximo, duas pessoas por vez e era impossível andar sobre ela ou cruzá-la no escuro, ou seja, sem portar uma lanterna. O grupo de fiscais tinha apenas uma única lanterna, marca Mag-lite. Por a ponte ter sido projetada sob a ótica da engenharia baiana, se eles conseguissem passar pela ponte, seria possível interromper a perseguição, puxando a trava da haste de sustentação lateral da ponte, quando chegassem do outro lado, e todos estariam livres da absurda acusação.
O mineiro, fumante inveterado e sedentário, podia cruzar a ponte em 10 minutos; o carioca, ciclista de final de semana, precisava de 5 minutos para atravessá-la; o paraibano, aeróbico e exímio jogador de peladas, ia de um lado ao outro da ponte em 2 minutos e o caipira, apesar de carregar um pesada mochila nas costas, fazia o mesmo percurso em apenas 1 minuto.
Não havia a possibilidade de se jogar a lanterna de um ponto a outro, pois o breu era tanto que, com certeza, a lanterna encontraria seu destino ao final do vale, centenas de metros abaixo de onde os fiscais estavam. Dois fiscais andando juntos na ponte gastariam o tempo do mais lento deles.
Para aflição geral, o ultramoderno marcador digital de tempo restante da bateria da lanterna marcava o tempo exato de 17 minutos, um pouco menos do que a vantagem que eles tinham em relação aos capangas.
Os quatro sábios auditores fiscais conseguiram atravessar a ponte a tempo e se livrar da fúria baiana?
VIII - O Fisco e a Sonegação
Se 3 autênticos auditores fiscais da Receita Federal
são sábios o suficiente para cercar 3 safados sonegadores de impostos
em 3 mágicos minutos
quantos autenticamente audazes auditores fiscais da Receita Federal
seriam sábios o suficiente para cercar 100 cinicamente sensíveis
mas ainda safados sonegadores de impostos
em 100 místicos minutos ?IX - A Encomenda das Canetas
Um atacadista comprara um carregamento de canetas no exterior, o qual chegou de navio, acondicionado em dois tipos de caixas, umas contendo 9 canetas, outras, 5 canetas. Ao desembarcar, o controle de qualidade do atacadista detectou que tais caixas sofreram o ataque de uma bactéria durante a viagem, e resolveu mudar as canetas para as caixas que estavam disponíveis, de capacidade de 13 e 7 canetas. Qual não foi a surpresa geral quando a última caneta a ser acondicionada completou a capacidade da última caixa disponível, utilizando 2000 caixas a menos que a quantidade original !
Quantas canetas eram, no mínimo ?
X - A Saga do Caipira - O Duelo a Três
Três amigos, auditores fiscais da Receita Federal, um mineiro observador, um paraibano arguto e um caipira do interior paulista, resolvem passar as férias em uma bela ilha, no litoral fluminense. Os três fiscais logo conhecem a filha do dono da ilha, uma auditora fiscal da Receita Federal, e, por ela, logo se apaixonam e vão pedir a mão da moça em casamento. O pai da fiscal, satisfeito por ver tão expressivo número de nobres pretendentes interessados em desposar a sua preciosa filha, decide, com o consentimento da mocinha que está dividida em seu titubeante coração, que os três devem participar de um duelo onde aquele que sobreviver terá direito à mão da sua filha. Infelizmente, nem todos os fiscais têm a mesma habilidade na lida com as armas. O mineiro, um campeão nato de tiro ao alvo em sua terra natal, jamais erra um tiro. O paraibano, acostumado a caçar calango à bala no sertão, acerta um em cada dois tiros. E o caipira, bom na laçada mas nem tanto na caçada, acerta o alvo em apenas 30% das tentativas. O pai da moça, um homem justo, consciente das diferenças de habilidade entre os três pretendentes, à sua maneira tenta compensá-las e determina que o duelo seja realizado a três, com um tiro por vez, começando pelo caipira, seguido pelo paraibano e, depois, o mineiro. O ciclo se repetirá, nessa seqüência, até que reste apenas um pretendente vivo, com pausa para recarga das armas, se necessário. Sabendo que os três fiscais, já não mais tão amigos, conhecem as habilidades uns dos outros e que vencerá aquele que, no início do duelo, estrategicamente, tem as maiores probabilidades de vencer, qual felizardo, entre os três apaixonados fiscais, sairá vitorioso, casará com a sua amada e viverá feliz para sempre trabalhando na Secretaria da Receita Federal? Por que?
XI - A Bruxa
O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho enquanto caçava furtivamente em um bosque. O Rei vizinho poderia tê-lo matado no ato, pois tal era o castigo para quem violasse as leis da propriedade, contudo comoveu-se, ante a juventude e a simpatia de Arthur, e lhe ofereceu a liberdade, desde que, no prazo de um ano, trouxesse a resposta a uma pergunta difícil: “O que realmente as mulheres querem?” Semelhante pergunta deixaria perplexo até o homem mais sábio, e, ao jovem Arthur, pareceu-lhe impossível respondê-la. Contudo, aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou a interrogar as pessoas: a princesa, a rainha, as prostitutas, os monges, os sábios, o palhaço da corte, em suma, todos. Ninguém soube lhe dar uma resposta convincente. Porém, todos aconselharam-no a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante valor cobrado por seus serviços. Chegou o último dia do prazo acordado e Arthur não teve mais remédio senão recorrer à feiticeira. Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição: ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da mesa redonda e o mais íntimo amigo do Rei Arthur! O jovem Arthur olhou-a horrorizado: ela era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos, nunca havia topado com uma criatura tão repugnante. Se acovardou diante da perspectiva de pedir a um amigo de toda a sua vida para assumir essa carga terrível. Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que a condição imposta pela bruxa não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo e da preservação da Távola Redonda. Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse: “O que realmente as mulheres querem é serem soberanas de suas próprias vidas!” Todos souberam, no mesmo instante, que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo. Assim foi que, ao ouvir a resposta, o monarca vizinho lhe devolveu a liberdade. Porém, que bodas tristes foram aquelas, toda a corte assistiu e ninguém se sentiu mais desgraçado, entre o alivio e a angústia, que o próprio Arthur. Gawain se mostrou cortês, gentil e respeitoso. A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso. Chegou a noite de núpcias. Quando Gawain, já na cama aguardava sua esposa, ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido. A jovem respondeu-lhe, com um sorriso doce, que, como ele havia sido cortês com ela, a metade do tempo ela se apresentaria com aspecto horrível e a outra metade com o aspecto de uma linda donzela. Então ela lhe perguntou: “Qual ele preferiria para o dia e qual para a noite?”
Que pergunta cruel! Gawain se afundou numa dúvida atroz. Poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e à noite, na privacidade de seu quarto, uma bruxa espantosa ou, quem sabe, ter, de dia, uma bruxa e uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal. E você, o que teria preferido? O que teria escolhido? Pense bem e tome a sua própria decisão. É muito importante que você seja sincero consigo mesmo. A escolha de Gawain somente deve ser lida depois que você se decidir.
XII - A Idade dos Três Filhos
Dois auditores fiscais da Receita Federal, amigos de longa data, que há anos não se viam, estavam gozando suas merecidas férias em uma vila turística do sertão baiano, quando se encontraram, no meio da rua principal, parando para conversar, de onde surgiu o seguinte diálogo:
G: E aí, caipira, perdido por aqui? Como vai a vida ?
C: Tudo bem gaúcho, e você lá nos pampas, comendo muito churrasco ?
G: Claro, tchê, sempre. Me conte as novidades desses anos todos. Na última vez que nos vimos estavas noivo de uma fiscal carioca, casaste ?
C: Casei e apesar de estar sem aumento salarial há anos, como você bem sabe, tá dando para ir levando afinal, pobre, quando submetido a variações das condições anormais de temperatura e pressão a que já está acostumado, se não morrer em 30 segundos, não morre mais, pois já se adaptou ao novo ambiente.
G: Belo discurso inútil, mas me diga uma coisa, tens filhos ?
C: Tenho.
G: Quantos filhos tu tens, ô capiau ?
C: Tenho 3 filhos.
G: Mas que bárbaro, tchê, e qual é a idade dos teus guris?Nesse momento, o caipira recordou-se que o amigo gaúcho era fã de pegadinhas e charadas e, então, resolveu aplicar-lhe um pequeno teste.
C: Aí está, pampeiro, não vou te dar de mão beijada a resposta que você quer, vou te dar algumas dicas e você terá que adivinhar:
- A soma das idades das minhas 3 crias é 13.
- O produto das idades deles é o número daquela casa velha que está ali na frente.O gaúcho olhou o número da casa, pegou um bloco de papel e um lápis e começou a calcular. Em pouco tempo ele disse ao caipira:
G: Ô matuto, deste jeito não é possível responder, falta algum dado !O caipira pensou um pouco, fez algumas contas e, em seguida, acrescentou:
C: Você está certo, branquelo, aí vai mais uma pista: meu filho mais velho está estudando inglês.
G: Ah! Agora sim, as idades dos seus jequinhas são ... ... ...Nesse momento o gaúcho acertou as idades dos 3 filhos do caipira.
Pergunta: quais eram as idades dos três filhos do caipira ?
XIII - 1 a 40 de 1 em 1
Utilizando uma balança de pratos, do tipo “a justiça deveria ser cega”, qual é o número mínimo de pesos necessários, e de quantos quilos cada peso desses deve ser, para que se possa fazer medições de 1 a até 40 quilos (limites incluídos), quilo a quilo ?
XIV - O Teste de Einstein (origem não comprovada)
Há cinco casas de 5 diferentes cores.
Em cada casa mora uma pessoa de uma diferente nacionalidade.
Esses 5 proprietários que bebem diferentes bebidas, fumam diferentes tipos de cigarro e têm um certo animal de estimação.
Nenhum deles tem o mesmo animal, fumam o mesmo cigarro ou bebem a mesma bebida.A questão é: "Quem tem um peixe?"
Dicas:
O inglês vive na casa vermelha.
O sueco tem cachorros como animais de estimação.
O dinamarquês bebe chá.
A casa verde fica à esquerda da casa branca.
O dono da casa verde bebe café.
A pessoa que fuma Pall Mall cria pássaros.
O dono da casa amarela fuma Dunhill.
O homem que vive na casa do centro bebe leite.
O norueguês vive na primeira casa.
O homem que fuma Blends vive ao lado do que tem gatos.
O homem que cria cavalos vive ao lado do que fuma Dunhill.
O homem que fuma Bluemaster bebe cerveja.
O alemão fuma Prince.
O norueguês vive ao lado da casa azul.
O homem que fuma Blend é vizinho do que bebe água.Dizem que Einstein escreveu esse teste no século passado e que 98% do mundo não pode resolvê-lo.
XV - A Melhor Caixa
Em um programa de auditório, quatro caixas fechadas são colocadas diante de um caipira. O caipira é informado que as caixas têm dinheiro dentro e que as quantias, desconhecidas do caipira, não se repetem em nenhuma delas, embora estejam próximas, uma da outra. O caipira poderá abrir as caixas, uma por vez, na ordem em que quiser, e examinar o seu conteúdo. Ele poderá, então, escolher entre ficar com o dinheiro que está na caixa aberta - que pode ser contado e que, portanto, ele sabe quanto é - ou abrir uma outra caixa. Se ele optar por abrir uma outra caixa, ele não poderá mais voltar atrás, ou seja, não poderá mais escolher qualquer caixa anterior já porventura aberta; obviamente que se ele não escolher ficar com o dinheiro de nenhuma das três primeiras caixas que abrir, sua opção recairá, automaticamente, sobre a quarta caixa. Entretanto, o apresentador do programa, um homem rico, porém, monetariamente sádico, informa que o caipira somente poderá, de fato, ficar com o dinheiro da caixa escolhida, se esta, eventualmente, for a que contém a maior quantia, dentre as quatro caixas. O caipira tem alguma chance de melhorar a sua sorte ou escolher a caixa ao acaso é o melhor que se tem a fazer?
XVI - Quatro de Três e Cinco
Como um caipira faz para medir quatro litros de água tendo em casa apenas dois vasilhames, um de três litros e outro de cinco litros?
XVII - Quarenta e Cinco de Sessenta
Como um caipira consegue medir exatos 45 segundos utilizando alguns pavios que se queimam em exatos 60 segundos de duração, e obviamente alguns fósforos? Infelizmente, os pavios que o caipira tem não são nada lineares, ou seja, eles podem queimar a primeira metade em 10 segundos, por exemplo, e o resto, nos outros 50 segundos. A única coisa que o caipira sabe é que, ao se queimarem por completo, terão passados exatos 60 segundos.
XVIII - Nove de Quatro e Sete
Como um caipira meticuloso, morando na roça, acostumado a comer, toda manhã, um ovo cozido durante exatamente 9 minutos, em fogão a lenha, sem relógio nenhum em casa para marcar o tempo de cozimento a não ser apenas duas ampulhetas suíças, que marcam exatamente 4 e 7 minutos, as quais ganhou do patrão, faz para conseguir, com essas duas ampulhetas, marcar o tempo de 9 minutos?
XIX - The Caipira Saga Continues... O Caipira e as Cordas Paralelas
Nosso épico auditor fiscal da Receita Federal, nascido e criado no interior paulista, após ter sido injustamente acusado do rapto de um rico baiano, após ter surrupiado o diamante que dá toda a força a ACM e de ter sido perseguido por entre pontes apodrecidas de vales profundos do sertão baiano, conseguiu chegar em casa, são e salvo, dar o presente à sua amada esposa, comer alguns ovos cozidos de nove minutos, brincar com a filhota sapeca e com alguns pavios boiolas e, então, pouco tempo depois, sua mulher, feliz com o belo e enorme diamante, disse que, apesar de ter gostado muito dele, o diamante era muito grande para que ela pudesse usá-lo na lida com as galinhas, na colheita dos ovos pelo pomar, no cultivo das hortaliças, etc..., e solicitou, ao seu amado, um presente menor, apenas para enfeitar sua beleza no dia-a-dia, como se isso fosse necessário. O pobre caipira não teve escolha a não ser sair, de novo, em busca de aventuras. E, pensando conhecer bem o terreno, ele resolveu voltar para o belo e frutífero sertão baiano. Entretanto, tendo subestimado as forças ocultas que ACM espalha por seu Estado, mal o caipira pisou no solo baiano, foi preso e, em um julgamento rápido e nada imparcial, condenado à morte. Antes da execução foi então enjaulado em uma enorme torre medieval que ACM construiu em uma de suas fazendas, com 200 metros de altura. Sua cela ficava à meia altura dessa imensa torre, ou seja, o piso da cela estava a 100 metros do chão. O caipira logo observou, em sua cela, a existência de uma pequena janela, suficiente para que ele pudesse passar por ela. Entretanto, isso nada ajudava pois como ele iria fazer para chegar até lá embaixo? Por uma estranha coincidência do destino, na mesma cela, havia duas cordas, de 50 metros cada, sendo que cada uma delas estava presa a uma argola que, por sua vez, estava fixada no teto da cela, teto este que tinha também 50 metros de altura (logo, as pontas das cordas roçavam o chão). As duas cordas estavam a mais ou menos um metro de distância uma da outra. O caipira, devido à sua tentativa de fuga durante a perseguição entre ele e os capangas que acabaram por prendê-lo, fora picado por um exótico pernilongo baiano e havia adquirido uma raríssima doença temporária (“articulitis alturofobicus”) que deixaram suas pernas sem condição nenhuma de pular, mesmo que fosse um pulinho de poucos metros de altura, embora, para andar e correr o caipira ainda fosse bastante capaz. Seus membros superiores, ombros e braços, estavam em sua plena forma; ele poderia subir e descer aquelas cordas quantas vezes fosse necessário. Por sorte, o caipira portava um canivete de bolso (suíço, presente do patrão) que os capangas não lhe tomaram. Pergunta-se: sabendo que o caipira não é bobo mas que ele também não é mágico, quanto das 2 cordas de 50 metros o caipira conseguiu pegar para ajudar em sua fuga pela janela, se é que ele conseguiu o suficiente para fugir?
XX - Responda Rápido!
Quantas letras existem na sua resposta a esta pergunta?
XXI - O Círculo do Horror
Não se sabe como, mas, por milagre, 1000 dos maiores espertalhões do Brasil foram julgados e, excepcionalmente, condenados à morte, por danos irreparáveis causados ao país. Eles deveriam ser, portanto, executados. Para um dos condenados foi dada uma peixeira e todos os 1000 condenados foram instruídos a formar um grande círculo. Aquele com a peixeira foi instruído a matar o homem à sua esquerda e, logo após, passar a peixeira para o próximo homem à esquerda, que, por sua vez, faria o mesmo. O círculo iria ficar cada vez menor, conforme esse procedimento prosseguisse, e, ao último homem que restasse, seria dada a liberdade. Um dos condenados, de codinome ACM, um mestre da conversão binário-decimal e vice-versa, rapidamente colocou-se na posição do círculo que lhe permitiria ser o único a sobreviver à carnificina. Em qual lugar ele se posicionou, no círculo?
Nota: este problema tem uma solução que eu, particularmente, achei surpreendente !
XXII - The Caipira Saga Continues... - A Porta Certa
Nosso epopéico auditor fiscal da Receita Federal, caipira do interior paulista, mais uma vez se livra das garras do poder baiano, quem diria, utilizando uma corda. Ainda devendo um presentinho para sua amada, o caipira resolve variar seus métodos para obter recursos extras e acaba parando em um conhecido programa de auditório, onde o anfitrião, um judeu muito rico, apresenta seus joguinhos em que vale tudo por dinheiro. No auditório, o apresentador coloca o caipira diante de três portas, idênticas, e informa que atrás de uma delas está um gordo prêmio em dinheiro; atrás das outras duas portas, há um exemplar, em capa dura, original, do RIR/85. O caipira tem de escolher uma porta e, se acertar, levará o dinheiro. O caipira, que já havia assistido a esse programa muitas vezes em sua TV preto e branco, vai e escolhe uma porta. O apresentador é um homem que sempre adorou se divertir com a pobreza alheia e com o desespero dos seus humildes convidados em ganhar algo que preste em seu programa. Para satisfazer a essa sua natureza monetariamente sádica, ele tem, por rotina, após o convidado ter feito sua escolha, porém antes de a porta escolhida ser aberta, sempre abrir uma das outras duas portas e perguntar, ao hesitante convidado, se ele deseja alterar sua escolha, em suma, fazer aquele mise-en-scène típico onde se gasta tempo e aumenta o ibope do programa - dois objetivos importantes em um programa domingueiro. O apresentador, que sabe onde está o dinheiro, obviamente que nunca abriria a porta que leva a ele. Questão: o caipira, tendo feito sua escolha, após o apresentador lhe mostrar que uma das outras duas portas tem apenas um exemplar do RIR/85, deve trocar de opção ou o caipira deve manter-se fiel à sua intuição inicial? Ou tanto fez, tanto faz? Nota: o caipira está interessado no dinheiro pois sua amada esposa já tem uma cópia rara do RIR/85 guardada, com todo o carinho, no melhor galinheiro do sítio.